Cresce a demanda por consultoria preventiva e arquitetura tributária no setor corporativo.
A transição IBS e CBS entre 2026 e 2033 está deixando de ser tema de departamento fiscal e virando pauta de comitê executivo. Empresas familiares, grupos do middle market e fundos de investimento estão revisando estruturas societárias, contratos de longo prazo e modelagens financeiras inteiras antes que o cronograma de transição comece a apertar.
A leitura técnica é clara: quem trata a Reforma como obrigação acessória vai perder margem. Quem trata como decisão estratégica vai ganhar competitividade.
O que está mudando para o cliente corporativo:
- Diagnóstico setorial. A Reforma não impacta todos os setores na mesma proporção. Serviços, indústria, agronegócio e varejo enfrentam transições com curvas e janelas distintas. Diagnóstico cedo permite calibrar preço, regime e estrutura societária com antecedência.
- Revisão de estruturas societárias. Holdings, centros de serviços compartilhados e modelos de operação interestadual precisam ser revisitados. O que fazia sentido no regime atual pode deixar de fazer no regime novo.
- Contratos de longo prazo. Cláusulas de reajuste, repasse tributário e equilíbrio econômico financeiro precisam de revisão em contratos que atravessam o longo período de transição (2026 a 2033).
- Recuperação de créditos durante a transição. A coexistência dos dois regimes abre janelas específicas de aproveitamento de créditos acumulados que precisam ser mapeadas antes do encerramento dos sistemas antigos.
A advocacia tributária deixa de ser apenas reativa e se torna peça central do planejamento estratégico das empresas que vão atravessar a Reforma com vantagem competitiva.